domingo, 15 de agosto de 2010

Não habite o monstro que eu criei.

Eu tenho um coração que não se aquieta, não relaxa ou esfria. Vive em um ritmo frenético e ao meu ver, desnecessário, mas ninguém diz o que ele deve fazer.. ele é teimoso e simplesmente faz.
Eu tenho um jeito tanto quanto expansivo, sentimental e babaca. Vivo com um sorriso estampado na cara e ao meu ver, levantador de suspeitas, mas todos dizem que se sentem bem... então para quê mudar?
Eu não tenho histórias gloriosas, engraçadas ou simplesmente novas. Eu freqüentemente me pego contando a mesma história, e ao meu ouvir, repetitiva, mas o que eu posso fazer se ao outro interessar e a mim enjoar?
Eu não tenho muito dinheiro, frescura ou desleixo. Vivo sem despeito, com o olhar altivo e com o paladar pronto para novos sabores, ao meu ver, de extremo bom gosto, sem o qual não viveria.

Esse critério do meu coração de alegrar toda essa gente, de viver tão desesperadamente me faz ter medo de te convidar a me habitar, porque ao meu ver, eu sou um monstrinho... você pode não gostar, e mesmo assim desejar...

É uma casinha chamada ser, que eu resguardo com todo carinho...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Particular dilema paradoxal

Eu sou o all star velho, que estar para furar
Eu sou meu jeans surrado, que estar para rasgar
Eu sou "frecha do tiro ao alvaro"
Eu sou a moça que "vê a banda passar cantando coisas de amor"

Eu sou o solo de guitarra mais humilde de uma grande canção.
Eu sou as letras tingidas nos mais raros livros.
Eu sou meus medos.
Eu sou meus erros.

Eu sou a lealdade, que quer lealdade e raras às vezes a tem.
Eu sou o choro compulsivo de alguém que quer colo.
Eu sou sonhos impossíveis.
Eu sou comidas "incomíveis", atos impraticáveis.

Não faça perguntas sobre quem eu sou, não me pergunte como estou.
Tente me entender, eu peço o mais complexo.

Eu sou, e por enquanto, isso me basta.


domingo, 30 de maio de 2010

Com açúcar, com afeto...


Ah, com açúcar te ofereço um chá, café, água, quem sabe...
Senta aqui do meu lado e vamos conversar.,
como jovens que somos,
temos sonhos, vamos compartilhar!

Com afeto desenho teu rosto, de mil e uma formas diferentes,
sem qualquer traço firme...
Você pode ser todos e nenhum, todos e de repente algum.
É um traço no escuro.

É uma sombra sem nome ou documento
que mesmo sem saber me faz te chamar
Com açúcar, com afeto...
já "te quiero".


fica sendo um segredo... um gostoso segredo esse nosso futuro encontro.


terça-feira, 25 de maio de 2010

Monólogo (?)

- Do que se trata?
- De um exílio.
- Quem te exilou?
- Eu.
- Qual teu crime?
- Acreditar demais
- Não gostas de ser assim?!
- Assim me pisam
- Te pisam a muito tempo?
- Pelas marcas, sim.
- Tu amas?
- Talvez não da maneira certa.
- E teu amor próprio, tens?
- Em alguma esquina, talvez.
- Tu se decepcionas?!
- Com freqüência.
- Com tudo?
- Não, com coisas tão vitais quanto o todo.
- Por que tão longe?
- É o mais perto.
- Tu foges?
- De certa maneira, sim.
- Então, irás se esconder?
- Um esconderijo para ser feliz.
- O que é ser feliz?
- Olhar simples coisas e conseguir ver o belo. Sim, quero ver beleza em todos os efêmeros atos, em todas as insignificantes coisas.
- Isso tu não consegues mais?!
- Não naturalmente. Finjo o tempo todo. O piloto automático ativado o tempo todo.
- Um sorriso forjado?!
- Sim, mas sem deixar de ser deveras sincero.
- Um paradoxo?!
- Não, uma doença.
- E a cura, onde está?!
- Não sei.
- Dentro de ti?
- Acredito que sim
- Precisa de algo?
- Preciso encontrar o que eu já esqueci de mim.
- Queres mudar?!
- Não, fortalecer.
- Então vá, eu ficarei tranqüila...


segunda-feira, 26 de abril de 2010

?

Tenho umas dúvidas sobre meu comportamento, ou não (?)
Não sei se devo desabafar, assim.. aqui... mas estou tão cansada de toda essa situação..
e, e, e... bom, que seja....
Quero que chegue o momento que o esforço valerá a pena. Que olharam para mim e verão bem mais que um menina de cabelo brilhante, sorriso marcante e um corpo vidrante. Quero saber quando pararam de me olhar por fora e tentaram me olhar por dentro.
Quando enxergaram a menina que acha graça nos desenhos da nuvem, que não se importa em abraçar um estranho, que se incomoda com as injúrias. Aquela que quer mudar o mundo. Aquela que fala com o coração, e que quando fala os olhos brilham. Sim, quando será visto esse brilho ?!Quando será dado valor as minhas histórias, as minhas experiências? Quando aparecerá alguém que conseguirá ver esse ser sem jeito para as coisas, sem jeito para pessoas.. tentaram entender algum dia o porquê que tem vezes que uma topada me arranca uma palavrão, e tem outras vezes que arranca um turbilhão de risos?
Será que a errada sou eu que vejo sempre o ser não o estar... A errada sou eu por achar que é possível nesse mundo ir além das aparências, ir além das conveniências?!
É, talvez eu tenha que mudar. Talvez essa minha tela da vida seja uma grande merda. Talvez o grande problema esteja nesse meu coração de nós todos. Nessa minha vontade de colocar sempre o outro primeiro lugar e por segundo...bom, vem o outro também... Eu dificilmente sou uma prioridade.
Mas se é tão errado, por que eu acho tão certo?! Por que me sinto tão bem em ser por inteira em tudo que faço?! Por quê acho graça em seres em que a aparência é tão sem-graça?!
não sei se eu devo mudar tanto assim, ou se esse lugar que precisa se mudar....

segunda-feira, 19 de abril de 2010

"So, put down your hollow tips... And kiss your lovers lips"



Se encolhe, fica aqui comigo.

Não garanto grandes vantagens, não garanto minha lealdade.
Simplesmente, fique.
Não confie em mim, um só segundo.
Sou volúvel, instável e inconsequente.
Pode parecer nesse momento que estou pensando no seu bem, mas não.
Penso em mim.
Egoísmo meu? que seja.
Satisfazasse com o que eu sou hoje, pois amanhã, será tudo novo.
Tenha o prazer de me acompanhar essa noite
Tenha o prazer de talvez me transformar em uma coisa nova que quero ser.

"Pra não dizer que não falei de flores..."



"Os amores na mente

As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão"





Eu inverti. Sim, o avesso é a minha mais nova vestimenta. Interessante não ?!
Mas acredito que antes desse "boom" eu já não estava muito balanceada (uma recauchutada ?) Sair pra chuva, e fazer sol. Ir para praia e fazer chover (tupã !). Fazer calor e me vestir como no pólo sul, comer bolo na hora do almoço e na sobremesa aquele bom arroz com feijão, gostar dos caras errados e persegui-los de forma errada. Querer o mundo para mim, sendo que eu não quero pertencer à ninguém. Ajudar quem não precisava, e julgar quem não tinha escolha.
Ops, algo de novo se passa (?)
Vou chegar em casa e ela em um pandemônio só se encontrará. Do avesso ficará.
Do avesso, vos encontro, aqui agora em um grande e garboso desencontro.
Uma história de querer comer e não sentir fome, uma história de dar todos os cuidados à uma pedra e não à uma flor, uma história de gostar do som do martelo em uma obra e repudiar um acorde mais elaborado. É uma tal de história de gostar e não poder. De querer e nunca fazer. De aprender e jamais lembrar.
Escovar o dente, e jogar a pasta de dente fora. É ter raiva e não morder. Febre e nem arder. É acordar e não se trocar.
Tá tudo do avesso, tudo estranho. É uma nova perspectiva. Sou um novo eu. E haverá outros milhões de avessos, perspectivas e "eus" pro aí.
E haverá outros milhões de encontros e desencontros. Acredite, o avesso é uma dádiva. São novos olhos.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

"I met the mirror, price tag hanging from my ear..."




Eu simpatizo com pessoas que falam sozinhas, são divertidas. Ou talvez o ato de falar sozinho, seja uma das poucas coisas que eu goste em mim. É uma coisa estranha que eu faço, e gosto disso em mim(é, eu gosto do meu umbigo também. Serve ?!).Engraçado foi um dia saindo da faculdade, um breu desgraçado, e eu fui justo pelo caminho mais escuro.. onde não conseguia nem enxergar o chão em que pisava... eu: "Aí, isso dá aflição,
?!"
Pronto, caiu a ficha. "Tamires, ao menos sozinha tente ser normal!". Tarefa inútil. #mimimi
Acho que as coisas me perseguem. Nesse mesmo dia, voltando pra casa no ônibus, é normal ter umas cabeças baixas, tirando uma soneca, ver umas caras cansadas, fadigadas depois de um dia de trabalho. É, é norma ver uma pessoa gesticulando de vez enquando, assim como se estivesse se decidindo (Should I stay or should I go ?!), meio que conversando consigo mesma... é, é normal.
Queria que as pessoas se acostumassem com a diferença, a achasse legal. É uma fuga da monotonia. Mas fugir do padrão ainda assusta. Fugir de um rótulo remete desesperadamente a criação de outro rótulo. "Pronto, queridos, cada um em uma caixinha etiquetada... emos, indies, metaleiros, cults... olha que bonitinhos!". É uma proeza humana querer dar significado através de denominações. Mas nada se resume a como nos chamam, não sou um nome jogado ao vento. Doida, por falar sozinha com o escuro?! é, podes dizer que sim. Portanto que você, que me julga fique afastado de mim... Olha lá, SOU LOUCA, PERIGOSA !

Agora explica pra minha que não vou usar lindos caprichosos cachinhos, muito menos aqueles sapatinhos e ser a princesinha que um dia ela sonhou... aí,aí...

terça-feira, 6 de abril de 2010

Chá da meia - noite.

Estou me sentindo fajuta, completamente e absurdamente fajuda. Uma fajuta intelectual.
Chá a essa hora, minha filha?!
O que que tem? Se fosse uma melancia seria mais normal?!
Não é chá, café, uísque ou
clarice que te faz menos ou mais pseudo-intelectual. Sim, pseudo! Hoje os quem tem gabarito para ser chamado de intelectuais está enfurnados em casa preocupado com seus currículos e títulos. Dificilmente surge uma tese que inove no pensamento social cotidiano, não?!
É, realmente, à cada 40 graduandos que defendem teses por ano nessa faculdade, 10 fazem uma análise crítica sobre o comportamento social e resolvem problemáticas crônicas em beneficio do intelecto!
Até parece !

Até mesmo porque liberdade intelectual é algo que não vive no mundo
acadêmico segundo opinião de alguns professores... #tômesegurandoparanãocitarnomes

Mas o conceito de ser ou não intelectual (eis a questão), está mesmo na sua capacidade de desenvolver teorias e espalha-las ao mundo? Ou não? Nada a ver, porra! Ser intelectual será o simples fato de pensar? Bom, se for,
feita. Vou largar a faculdade, me enfiar na beira de um rio, e vou analisar a cultura de massa pela minha tevê a cabo.
Ah, se fosse só pensar seria mais fácil para me encaixar em um
estereótipo. A intelectual, cult e blá, blá, blá...
Penso um "
tãotão" de coisas.
O que será que o infeliz pensa de mim? Que sou falsa ou maluca de pedra?!; Meu amado Cristo, como meu cabelo
tava o , e aquele brotinho veio me dá oi justo nessa hora, ó, céus!; Como o infeliz do repórter me fala uma barbaridade dessa: "E o Rio (de Janeiro) não encara o rio."? Ri da desgraça alheia é uma coisa, quando o cara se estabeca no chão, vá lá... mas não quando ele tá morrendo afogado; Quantas séries ainda faltam nessa porra?! Cansei de puxar ferro, merda :x
e por aí vai....

Quero dizer que pensar, e só pensar, sem ver nem agir, te faz um cego
bundão. Simples, não?! Crie suas teorias, elas fazem super bem (exemplo: acabei de inventar essa, da teoria e tals. Viu?! basta um estômago roncando e uma mente pulsante, e aí está sua teoria). Mas não fique só nisso, cidadão. Vamos nos mobilizar... nem que seja ceder o lugar para alguém mais velho no ônibus, ou deixar alguém passar na tua frente, se atrasar um pouco pra carregar peso com o amigo... Só pare de pensar um pouco. Se pensar demais a sua vida apenas vai ser assistida, e não vivida. Realmente quero que a viva.
É que eu estou tentando fazer... Quero logo faço. Se pensar, me desfaço.


opa, quero bolinho de chuva?! Agora não, ?! Vou dormir que a vontade passa...
Amanhã começo esse papo de querer e fazer, amanhã...




e pensar que só porque eu queria chá... Pensar...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ô - NI - BUS


Até hoje eu imaginava que os horários quebrados dos ônibus tinham um propósito, que eram cronometrados, para você não correr grandes riscos de perder sua próxima condução. Mas o seu "todo poderoso das empresas de ônibus", não sabe, não quer saber e não faz por onde ter noções de cálculos matemáticos. Você está chegando no terminal, sem maiores transtornos, quando vê passar do teu lado no sinal, o outro.. assim, justamente aquele que só sai de meia em meia hora, resolveu sair antes de você chegar, e resolveu fazer mais uma penca de gente esperar em pé (visto, que colocam um banquinho para cada 100 pessoas que passam no terminal). Você pensa: "Legal, ?! Comecei bem o dia!".
Ai, odeio
ônibus.

Sim, concordo que tu pegas um
ônibus e fica tranquilo, podes tirar uma sonequinha que "seu" motorista se encarrega de leva-lo até sua casa. Você pode ficar tranquilo dependendo do sujeito que tiver do seu lado, se ele for bem "apessoado" você relaxa e confia, se for um "malaquinho", ave cristo, agarra a bolsa, e trata de sair de lá bem rapidinho. Como são as pessoas, hein?! É um tal de "eu sou melhor que você, escória!" que me causa repulsa. Se és assim tão superior paga um táxi, caralho! Mas não vem conversar comigo achando que faço parte do seu balaio, não se identifique comigo, eu não julgo os outros e tenho consciência que são todos trabalhadores, estudantes, drogados, burros, inteligentes, homens, mulheres, pobres e e e.. bom, pobres, mas para além de todos os estereótipos, são humanos. Lamento te informar que faço cara de antipática, justamente para não puxarem conversa comigo no ônibus. Tenho culpa se sou anti-social ?!
Ai, odeio
ônibus, e pessoas que odeiam ônibus.

Sim, concordo que andando de
ônibus você conhece lugares, que de carro dificilmente tu reparas. Vê um pouco acima das outras cabeças, o que nessa ilha torna toda paisagem mais singular. Claro, que você consegue apreciar qualquer coisa maravilhosa que seja, quando não tem meio mundo dentro de um único coletivo. Você se espanta com a burlação da lei da física, em um ônibus no horário de rush, é óbvio que se ocupa um espaço com mais de um corpo, até três às vezes. "Manda mais seu motorista! Eu sem parceiro nessa budega de viagem!". Janela é artigo de luxo nessas situações, nem Paris é tão bonita quando se está dentro de uma condução lotada, cheio de livro na mão, se está em pé.. ah, e claro, tem um tarado na área. Ou umas casqueirinhas assassinando o santo e bom português. Não, não tem como isso deixar qualquer lugar no mundo bonito. Daí você para e pensa: "Legal, ?! Terminou bem o meu dia!"
Ai, odeio
ônibus, pessoas que odeiam ônibus, e essas histórias que só dentro de ônibus podem acontecer.

Ai, como odeio.
haha

p.s:ATENÇÃO: não me pergunte o por quê que resolvi escrever isso, senão, faço um texto especialmente para você.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Como fazer um momento feliz...


Praticamente impossível programar os momentos da sua vida. É ridículo querer evitar ver, ouvir ou até mesmo falar coisas. Nunca se sabe se os momentos agradáveis estão roçando no seu caminho, ou aquela desgraça está para acontecer.
Acredito que ontem foi uma verdadeira conspiração do universo, eu ver aquilo para tomar uma decisão mais do que importante, crucial para minha integridade sentimental. Não
planejei nada, na realidade, sentei naquela calçada para me prender em um lugar bem distante de onde eu sabia que tu estavas. Pensava: "Vou impor minha presença". Aí que boba.
Fico pensando se eu estivesse sozinha, será que sobreviveria? Será que estaria apenas um pouco sufocada como estou agora? Por algum motivo, eu estava lá com pessoas especiais que me fizeram rir ao invés de chorar. Podia ter começado a
chover, nós dançaríamos na chuva e cantaríamos marchinhas de Carnaval, seria mais legal... mas do jeito que foi tá bom.
Agora, meu bem, não terá mais diplomacia. Acho que não conseguirei olhar para você sem me sentir mal, sem me sentir infeliz.
Você é uma doença, que hoje vejo o quanto é prejudicial para mim. Minha cura, nunca foi, e
jamais será você. Desse mal, és o único responsável. Saiba que me faz mal, então afaste-se de mim.
Uma página virada, o fim de um capítulo.







aah
, podia chover, chover, chover.... e lavar minha alma... levar embora essa crosta do meu peito que necrosa meu coração...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Dear...


"Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim "
(...)




"I'm losing my baby
losing my favourite game..."


Desterro - SC, 31 de Março de 2010.

Querido broto;

As pessoas te julgam, falam-me coisas sobre você. Não acredito que elas entendam o porquê que não creio nelas, o porquê que sofro, por alguém, que ao ver delas, não merece. Não é por mal, teimosia ou rebeldia... Simplesmente não consigo acreditar, não consigo ver a pessoa que elas desenham.
Mas eu paro, e penso. Nós não nos deixamos conhecer. Você nunca levará um pedacinho de mim com você, por mais que eu sinta que se abriu uma cratera aqui no peito com sua partida, nunca nos demos o real direito de nos desvendarmos. Então como posso ter tanta certeza que o desenho entregue a mim de você não é uma caricatura veridíca daquilo que nunca vi ?!
Alguém errou para que o "nós" nunca chegasse a existir?! Talvez eu tenha uma parcela da culpa, mas não é por mal que não consigo falar para você coisas com nexo, a minha língua trava e tenho ataques cardíacos quando você aparece. Eu fujo, porém te encaro. Eu engasgo, porém disfarço. O que fazer?!
Mas você também não me ajudou em nada. Eu sei que não sou que nem as outras para você, ou eu sou a bruxa ou sou a princesa que irás coroar, ou tu me gostas ou tu me rejeitas. Nossa relação sempre será ou 8 ou 80?! Minha intenção não é te colocar contra parede, pedindo que me assumas para meio mundo, não tenho o intuito de cobranças (elas fazem mal), só quero me sentir querida, me sentir privilegiada, quero ser sua prioridade. ME ENGANE!
Quero conversar com você como bons amigos, quero ter piadas internas que só nós entenderemos porque rimos tantos, quero poder pedir um abraço quando sentir saudades, quero que você me dê espaço para te ver como tu és, e mostrar o que eu tenho de melhor. Quero parar de tomar chá sozinha. Aceita chá, meu bem ?!
O nosso começo foi em um dia, e nosso fim é sempre gradual, até ter um novo início... quando vamos quebrar os ciclos? Eu ainda devo insistir, eu ainda devo tentar?... oh, essa palavra que tu me disseste que é um vício malandro. "Tentar já é o primeiro passo para não conseguirmos", tu me disseste. E nós? Tentamos? Ou simplesmente nem começamos? Desistimos? Eu não desisti eu errei. Eu não soube agir com relação à você;
Como eu lamento hoje te gostar,mas amanhã, ou mais tarde, te odiar, ou me odiar. Sim, estou confusa. Te gosto, te odeio, tenho raiva de ti, sinto ciúmes, invejo as outras pessoas as quais você trata tão diferentemente de mim... Mas agora, é meu momento de lucidez: Eu gosto muito de você, isso é um fato, o que você sente por mim ainda é um icógnita que quero decifrar, tenho minhas teorias. Mas talvez, realmente, esse não seja o momento de estarmos juntos. Talvez nossos momentos sejam diferente. Talvez você queira "curtir adoidado", e eu queira aconchego.
Ah, meu querido, como eu queria poder te convidar para tomar um chá.... Aceita?



aah, como eu quero que sim...


Abraços,
Coxinha de galinha, yeah !



sexta-feira, 26 de março de 2010

A gente inventa pra se distrair, né ?!

"Te ver não é mais tão bacana
Quanto a semana passada
Você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa

Mas ficou tudo fora do lugar
Café sem açúcar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma estória romântica"



O teu amor é uma mentira; Que a minha vaidade quer...



Tanta coisa aconteceu, mas no fim será que foi tudo como eu me lembro?! Será que não é tudo fruto de uma imagem que eu construi, de uma ilusão que eu vivi?! É tudo extremamente aceitável, mas até quando eu vou aguentar sem explodir, sem me revoltar... Até quando vou permanecer na dúvida sobre qual foi meu erro, para merecer tantos desesperos?! Onde erro para sofrer tanto assim?! Minhas esperanças são o que me destroem, o que me consomem.. apego-me nelas, e não as largo mais... Minhas esperanças que isso tudo não seja coisa da minha cabeça, e que minha teoria esteja certa (sim, tenho muitas teorias sobre nós, você, eu, o todo e o vazio), elas me jogam pra frente, me fazem querer estar no futuro, com a ideia que é lá que estarei feliz e satisfeita, porque minha teoria tinha fundamentos.
Como gosto de viver o hoje, mas esse hoje que está se desenhando na minha frente não me agrada, não me faz contente...
Estou com uma sensação estranha, que talvez a base de minhas teorias seja feita de areia, e você seja feito de fumaça, e que logo, logo, chegará a ventania, e levará tudo isso para longe... E nem o futuro me acolherá mais, nem lá estará a tal certeza que me apego.

sábado, 20 de março de 2010

The sun won't swallow the sky...


Não tento fazer você de tolo
Fujo de certas infantilidades
Você que é o bobo da história, babe
Você que tenta mostrar o quanto é bom,
Com esse seu nariz empinado;
Porém, não chega nem perto do meu.
Prepare-se.


I know what I am: I'm your villain; I don't give a damn if I'm your villain


No meu rosto não se desenha mais a minha preocupação com o que tu fazes ou para o que achas... meus traços são independentes de você.
Faça o que quiser da sua vidinha, só não me cause nauseas, te peço. Não me enoje com seu papinho imaturo e tolo. Não perca seu tempo tentando provocar ciúmes em mim. Você nunca vai saber quando é real ou ficcional. Você nunca mais vai ver determinado brilho em meu olhar, nunca mais verá um rosto feliz por te ver. Lamentável, eu sei... mas será tudo fingimento daqui em diante, em nome de uma diplomacia construída. Será tudo como você quis, porém o que eu quero agora irá prevalecer, ok?!



Why don't you walk away?

sexta-feira, 19 de março de 2010

Let's fade together...

"So far away
Come on I'll take you far away
Let's get away
Come on let's make a get away

Once you have loved someone this much
you doubt it could fade
despite how much you'd like it to
God how you'd like it to fade"







.

(...)
Meu grande desejo é te levar para longe daqui, onde os olhares não nos julgaram. Minha vontade é de te conhecer,
saber o que te faz rir, o que te faz ter nauseas, o que te faz perder a sanidade. Quero ir ao infinito, porém sei que essa será uma viagem só para um. Quero desbravar as viscosidades terrestres, viver na linha tênue entre a adrenalina e a calmaria. Quero aventuras e um paradoxal aconchego. Queria poder levar você comigo...
Mas é uma viagem só para um.. e provavelmente, só de ida...
Você está na minha história, em capítulos afim, porém na sua, eu sou uma citação.
Vou viver com o que sobrou do pó que restou de mim, pó que tu sopraste ao vento. Vou juntar os pedaços mais uma vez, e viver. Dessa vez, vou viver em um lugar bem distante, que eu criei só para mim.
Mas mesmo assim,não perco o ultimo fio de esperança.... vamos fugir daqui juntos ?!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Lembrar-me-ei






Sua insanidade momentânea.

Sua frieza pertinente.
Seus abraços fraternos
Seus sorrisos dorflex
Seus beijos...





Farei um lamentável e parco esforça para lembrar dos bons momentos, dos poucos em que me senti inteira. Dos carinhos que me faziam querer mais. Vou anotar aqui para não me esquecer... Pai Tucídides já disse que a memória é um prato cheio para devaneios. Quero ter fotos emolduradas com a realidade.
Lembrarei dos maus momentos, ah, desses faço questão... Foram muitos os momentos que me senti um lixo usado, um pedaço de plástico descartável, um fantasma em meio a multidão. Não quero ser vingativa, ou ficar remoendo uma dita "vida miserável", faço isso porque sou falha, e os fatos desastrosos fogem da minha cabeça quando se trata de você. Uso uma dose dupla das suas falhas para me manter sóbria.
Lembrarei das páginas que virão, lembrarei dos olhares que se cruzam, lembrarei dos males que se revelam, lembrarei de ti, mas não do jeito desenhado na minha imaginação.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Desfaço-me, e continuo um todo qualquer...















Na relva gelada eu me
escaldeio
Derreto-me em meio ao gelo que encrostou em minha alma.
Deixei os momentos passarem, deixei o tempo agir.
Sem muito efeito
A velocidade que tu se alojas em mim, me espanta.
E, incrivelmente, me acalenta.
Gosto, oh gosto, de estar com você!
E me desgraço ao dizer isso, oh, se me desgraço!

quarta-feira, 10 de março de 2010

NÃO

Não quero parar e pensar no que vai ser. Não quero pensar no que aconteceu hoje. Eu me acabo só de imaginar que caí no conto do vigário. Só de imaginar que você possa ser assim tão cruel. Que você possa ser tão avulso à tudo que eu sinto. Tão avulso à mim.
Me odeio por ser feliz de verdade quando você me faz feliz. Odeio você por existir e bagunçar tudo que tinha aqui. Odeio saber que amanhã quando te ver, nem vou lembrar do que passo agora.
Eu penso: "Sou burra."... POR QUE ? Porque nessa história não há nada de bonito, e sim, há algo completamente e inexplicavelmente doentio.
eis um dilema que hei de conviver.
Meus dias não são mais como eram, do dia pra noite, tudo inverteu, sem nenhum motivo aparente. Os meus risos tornaram-se mais intensos, eu me senti viva pela primeira vez em meses. Porém, apesar da felicidade aparente, estava oca. Nem em ecstase, muito menos em depressão. Oca.
Novamente do dia pra noite, tudo muda. Confusões se instalam na minha cabeça, e borboletas no meu estômago. Uma mal que achei, por pura negligência, que já havia me curado. Volta, e me deixa dúvidas, me presentei com emoções e sensações inesperadas. Não sei como agir, não sei o que fazer com toda essa dosagem extra de vida, dessa droga maldita. Dessa droga que já havia prometido largar, e hoje meu desejo volta a ser morrer com uma overdose dela.
Não sei o que é melhor, estar oca ou completamente preenchida. Espero que o tempo do futuro me responda, e o tempo do passado me reconstrua, quando tudo isso passar.

terça-feira, 9 de março de 2010

Tão simples de se ver o que ninguém mais enxerga, tão facilmente se diz o que sempre se quer. Grande é essa minha utopia. Minha divagação sem sentido, mas que é presente em todos s cantos de qualquer vida miserável. A ilusão.
Ela sim, alegra nossos dias, essa razão de viver massacrante.
Tão simples essa minha existência, essa linha das coincidências que vão tomando sua forma. Desenhando minha história.
E toda forma de viver, torna-se real. Seu peso é sentido em nossos ombros.
Para o nosso deleite, seu gosto é sentido em nossos lábios. Um sabor único.
Torna-me nada. Um nada em meio à lã que terce o tecido da vida.
Sou simples, perante o que há de vir. Sou inteira, para caminhar quantas léguas forem.
Sou grata, por ver o que vi. Por provar dessas coincidências que emergem das rachaduras dos dias.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ao acaso me dirijo..

Pelo acaso me embrenho.
Em meio a sua relva me enrolo.
Pelo acaso sou. Simplesmente, sou.
Só por ele conheço aqueles que me fazem inteira.
Um acaso a aula de música na sétima série.
Acaso foi o Yoga no terceiro ano.
meu lugar em uma sala gigante.
uma novata na segunda semana de aula.
Tudo acaso.
Culpa do acaso minha felicidade. E por outro acaso meu entristecer.
é por acaso que construo meus dias.
traço meus planos.
Um acaso gigantesco o meu nascer.
Acaso será meu morrer.
Acaso ao acordar. E ao ir dormir, há um acaso sem fim.
Em um acaso vivo, um caledoscópio infinito.
Através do acaso o mundo se molda na minha frente.
Entre os acasos a mente se transforma.
E nesse acaso, lugar onde tudo acontece, que mais e mais se quer.
Se pede muito do acaso, sem saber que o acaso está dentro, não fora.
O acaso não é comunitário, ele é pessoal.
Nunca conheci esse tal de acaso, nunca vi seu rosto.
Mas o sinto, e é ele que nos faz ter esperanças.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Hoje tive um sonho no mais, posso dizer excêntrico. São poucos os sonhos que eu lembro. É pouca minha credulidade no seus possíveis significados. Penso mais em deixar registrado, nem que seja em uma página da web, já que a velha grafite dos lápis e o aposentado papel andam em extinção e fora de moda :x



"Um senhor na média de seus quarenta anos com olhar cansado e uma mente assombrada, sabe que a estrutura de sustentação do picadeiro estão comprometidas, ele quis assim, para que no meio do espectáculo tudo se partisse e a vida dele se extinguisse. Ele sabia que que não seria uma mágica ou uma palhaçada, obra de personagens circenses. Seria, dessa vez, o seu próprio show. Ele estava feliz e preocupado. O que viria a seguir?! O que seria dele depois da morte?!.

Abro aqui um espaço para minha análise sobre essa personagem do meu subconsciente/consciente. Tive medo dele, pois nele não havia respeito por sua própria vida ou pela dos outros, era uma noite de movimento no circo. O que impede um homem de matar seu semelhante?! Isso faz dele um monstro ou menos humano ?!

Tudo foi a baixo em uma grande explosão. Em meio aos escombros ele agonizava, um celular toca aquelas músicas tradicionais do nokia Tunes, extremamente irritante. O pai dele, no outro lado da linha, geme à beira da morte e se despedi dizendo: "a única coisa que me sobrou na vida foi você, e é a coisa que eu mais amo. Hoje vou te deixar, meu filho. Não sei que aconteceu...". Sem forças ele apenas chora e nada diz... ele matará seu pai e a si próprio, mesmo que sobreviva ele havia morrido.
As luzes se apagam, o cenário de destruição e a atmosfera de morte evaporaram no ar. Agora tudo tinha cheiro de bolo no forno, cores claras e raios de sol entrando pelo frestas das janelas. Nada de sangue encharcando as roupas, uma felicidade instantânea. Ele olha nas paredes as fotos de sua infância, porém ele não está mais por lá, a figura dele sumiu, como se nunca tivesse existido. Ele reconhece a casa. Era onde ele e a família passavam as férias de verão, porém nunca foi tão estranho e longo o percurso daqueles corredores, as fotografias que ele tinha certeza que havia habitado um dia rondavam-o como fantasmas, a madeira do assoalho rangia sob seus pés. No fim do corredor havia luzes dançando rente ao chão, onde antes era uma saleta particular de seu pai.
Ao abrir a porta nada de diferente, a mesma estante com livros grossos de capa dura, a mesma poltrona confortável e inclinável, o mesmo tapete com cheiro de tabaco, e as mesma fotografias onde ele não existia ladeavam as paredes. A luz vinha da TV em um canto. A programação era a vida dele. Cada instante. Naquele momento passava ele saindo de casa com o pai, como em outro dia qualquer de um passado distante. Ele troca de canal, e só muda o período da vida dele. O momento. Em um, ele tem 15 anos, o rosto coberto por espinhas e completamente sem jeito. No outro canal, está ele com sua primeira namorada, no dia do seu primeiro beijo. Estar ali o perturbava. O fazia pensar o quanto tinha sido estúpido, querendo interromper a sua vida, que tinha sido tão maravilhosa e repleta de bons momentos. Aquilo havia de ser um sonho, ou era o que vinha depois?! O que todos chamavam de "além"?!
A figura de seu pai aparece na porta, o olha com um olhar desconfiado e duvidoso, o rosto mais jovem do que ele lembrava. O indaga: "quem é você ?!"; Espantado com a pergunta e acreditando que talvez o seu próprio pai não o reconheceria, responde: "sou eu, seu filho.". O riso singelo rasga o canto da boca de seu pai rejuvenescido. "não, meu caro, meu filho nunca teria sua idade, ele morreu há muito tempo." ...
Seu pai cai aos seus pés, a mão apertando o peito, a respiração afagando, o olhar se perdendo... Não houve tempo para nada, ele não podia fazer nada. O seu pai morre diante de seus olhas, subitamente. E uma dor sufocante invade seu peito. O fazendo gritar de raiva... "

E em meio a esse grito eu acordo espantada, saio pela porta de meu quarto, e sou mandada a dormir de novo que ainda era muito cedo. Será que Freud explicaria tudo isso em seu livros dos sonhos?!