domingo, 15 de agosto de 2010

Não habite o monstro que eu criei.

Eu tenho um coração que não se aquieta, não relaxa ou esfria. Vive em um ritmo frenético e ao meu ver, desnecessário, mas ninguém diz o que ele deve fazer.. ele é teimoso e simplesmente faz.
Eu tenho um jeito tanto quanto expansivo, sentimental e babaca. Vivo com um sorriso estampado na cara e ao meu ver, levantador de suspeitas, mas todos dizem que se sentem bem... então para quê mudar?
Eu não tenho histórias gloriosas, engraçadas ou simplesmente novas. Eu freqüentemente me pego contando a mesma história, e ao meu ouvir, repetitiva, mas o que eu posso fazer se ao outro interessar e a mim enjoar?
Eu não tenho muito dinheiro, frescura ou desleixo. Vivo sem despeito, com o olhar altivo e com o paladar pronto para novos sabores, ao meu ver, de extremo bom gosto, sem o qual não viveria.

Esse critério do meu coração de alegrar toda essa gente, de viver tão desesperadamente me faz ter medo de te convidar a me habitar, porque ao meu ver, eu sou um monstrinho... você pode não gostar, e mesmo assim desejar...

É uma casinha chamada ser, que eu resguardo com todo carinho...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Particular dilema paradoxal

Eu sou o all star velho, que estar para furar
Eu sou meu jeans surrado, que estar para rasgar
Eu sou "frecha do tiro ao alvaro"
Eu sou a moça que "vê a banda passar cantando coisas de amor"

Eu sou o solo de guitarra mais humilde de uma grande canção.
Eu sou as letras tingidas nos mais raros livros.
Eu sou meus medos.
Eu sou meus erros.

Eu sou a lealdade, que quer lealdade e raras às vezes a tem.
Eu sou o choro compulsivo de alguém que quer colo.
Eu sou sonhos impossíveis.
Eu sou comidas "incomíveis", atos impraticáveis.

Não faça perguntas sobre quem eu sou, não me pergunte como estou.
Tente me entender, eu peço o mais complexo.

Eu sou, e por enquanto, isso me basta.


domingo, 30 de maio de 2010

Com açúcar, com afeto...


Ah, com açúcar te ofereço um chá, café, água, quem sabe...
Senta aqui do meu lado e vamos conversar.,
como jovens que somos,
temos sonhos, vamos compartilhar!

Com afeto desenho teu rosto, de mil e uma formas diferentes,
sem qualquer traço firme...
Você pode ser todos e nenhum, todos e de repente algum.
É um traço no escuro.

É uma sombra sem nome ou documento
que mesmo sem saber me faz te chamar
Com açúcar, com afeto...
já "te quiero".


fica sendo um segredo... um gostoso segredo esse nosso futuro encontro.


terça-feira, 25 de maio de 2010

Monólogo (?)

- Do que se trata?
- De um exílio.
- Quem te exilou?
- Eu.
- Qual teu crime?
- Acreditar demais
- Não gostas de ser assim?!
- Assim me pisam
- Te pisam a muito tempo?
- Pelas marcas, sim.
- Tu amas?
- Talvez não da maneira certa.
- E teu amor próprio, tens?
- Em alguma esquina, talvez.
- Tu se decepcionas?!
- Com freqüência.
- Com tudo?
- Não, com coisas tão vitais quanto o todo.
- Por que tão longe?
- É o mais perto.
- Tu foges?
- De certa maneira, sim.
- Então, irás se esconder?
- Um esconderijo para ser feliz.
- O que é ser feliz?
- Olhar simples coisas e conseguir ver o belo. Sim, quero ver beleza em todos os efêmeros atos, em todas as insignificantes coisas.
- Isso tu não consegues mais?!
- Não naturalmente. Finjo o tempo todo. O piloto automático ativado o tempo todo.
- Um sorriso forjado?!
- Sim, mas sem deixar de ser deveras sincero.
- Um paradoxo?!
- Não, uma doença.
- E a cura, onde está?!
- Não sei.
- Dentro de ti?
- Acredito que sim
- Precisa de algo?
- Preciso encontrar o que eu já esqueci de mim.
- Queres mudar?!
- Não, fortalecer.
- Então vá, eu ficarei tranqüila...


segunda-feira, 26 de abril de 2010

?

Tenho umas dúvidas sobre meu comportamento, ou não (?)
Não sei se devo desabafar, assim.. aqui... mas estou tão cansada de toda essa situação..
e, e, e... bom, que seja....
Quero que chegue o momento que o esforço valerá a pena. Que olharam para mim e verão bem mais que um menina de cabelo brilhante, sorriso marcante e um corpo vidrante. Quero saber quando pararam de me olhar por fora e tentaram me olhar por dentro.
Quando enxergaram a menina que acha graça nos desenhos da nuvem, que não se importa em abraçar um estranho, que se incomoda com as injúrias. Aquela que quer mudar o mundo. Aquela que fala com o coração, e que quando fala os olhos brilham. Sim, quando será visto esse brilho ?!Quando será dado valor as minhas histórias, as minhas experiências? Quando aparecerá alguém que conseguirá ver esse ser sem jeito para as coisas, sem jeito para pessoas.. tentaram entender algum dia o porquê que tem vezes que uma topada me arranca uma palavrão, e tem outras vezes que arranca um turbilhão de risos?
Será que a errada sou eu que vejo sempre o ser não o estar... A errada sou eu por achar que é possível nesse mundo ir além das aparências, ir além das conveniências?!
É, talvez eu tenha que mudar. Talvez essa minha tela da vida seja uma grande merda. Talvez o grande problema esteja nesse meu coração de nós todos. Nessa minha vontade de colocar sempre o outro primeiro lugar e por segundo...bom, vem o outro também... Eu dificilmente sou uma prioridade.
Mas se é tão errado, por que eu acho tão certo?! Por que me sinto tão bem em ser por inteira em tudo que faço?! Por quê acho graça em seres em que a aparência é tão sem-graça?!
não sei se eu devo mudar tanto assim, ou se esse lugar que precisa se mudar....

segunda-feira, 19 de abril de 2010

"So, put down your hollow tips... And kiss your lovers lips"



Se encolhe, fica aqui comigo.

Não garanto grandes vantagens, não garanto minha lealdade.
Simplesmente, fique.
Não confie em mim, um só segundo.
Sou volúvel, instável e inconsequente.
Pode parecer nesse momento que estou pensando no seu bem, mas não.
Penso em mim.
Egoísmo meu? que seja.
Satisfazasse com o que eu sou hoje, pois amanhã, será tudo novo.
Tenha o prazer de me acompanhar essa noite
Tenha o prazer de talvez me transformar em uma coisa nova que quero ser.

"Pra não dizer que não falei de flores..."



"Os amores na mente

As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão"





Eu inverti. Sim, o avesso é a minha mais nova vestimenta. Interessante não ?!
Mas acredito que antes desse "boom" eu já não estava muito balanceada (uma recauchutada ?) Sair pra chuva, e fazer sol. Ir para praia e fazer chover (tupã !). Fazer calor e me vestir como no pólo sul, comer bolo na hora do almoço e na sobremesa aquele bom arroz com feijão, gostar dos caras errados e persegui-los de forma errada. Querer o mundo para mim, sendo que eu não quero pertencer à ninguém. Ajudar quem não precisava, e julgar quem não tinha escolha.
Ops, algo de novo se passa (?)
Vou chegar em casa e ela em um pandemônio só se encontrará. Do avesso ficará.
Do avesso, vos encontro, aqui agora em um grande e garboso desencontro.
Uma história de querer comer e não sentir fome, uma história de dar todos os cuidados à uma pedra e não à uma flor, uma história de gostar do som do martelo em uma obra e repudiar um acorde mais elaborado. É uma tal de história de gostar e não poder. De querer e nunca fazer. De aprender e jamais lembrar.
Escovar o dente, e jogar a pasta de dente fora. É ter raiva e não morder. Febre e nem arder. É acordar e não se trocar.
Tá tudo do avesso, tudo estranho. É uma nova perspectiva. Sou um novo eu. E haverá outros milhões de avessos, perspectivas e "eus" pro aí.
E haverá outros milhões de encontros e desencontros. Acredite, o avesso é uma dádiva. São novos olhos.