segunda-feira, 26 de abril de 2010

?

Tenho umas dúvidas sobre meu comportamento, ou não (?)
Não sei se devo desabafar, assim.. aqui... mas estou tão cansada de toda essa situação..
e, e, e... bom, que seja....
Quero que chegue o momento que o esforço valerá a pena. Que olharam para mim e verão bem mais que um menina de cabelo brilhante, sorriso marcante e um corpo vidrante. Quero saber quando pararam de me olhar por fora e tentaram me olhar por dentro.
Quando enxergaram a menina que acha graça nos desenhos da nuvem, que não se importa em abraçar um estranho, que se incomoda com as injúrias. Aquela que quer mudar o mundo. Aquela que fala com o coração, e que quando fala os olhos brilham. Sim, quando será visto esse brilho ?!Quando será dado valor as minhas histórias, as minhas experiências? Quando aparecerá alguém que conseguirá ver esse ser sem jeito para as coisas, sem jeito para pessoas.. tentaram entender algum dia o porquê que tem vezes que uma topada me arranca uma palavrão, e tem outras vezes que arranca um turbilhão de risos?
Será que a errada sou eu que vejo sempre o ser não o estar... A errada sou eu por achar que é possível nesse mundo ir além das aparências, ir além das conveniências?!
É, talvez eu tenha que mudar. Talvez essa minha tela da vida seja uma grande merda. Talvez o grande problema esteja nesse meu coração de nós todos. Nessa minha vontade de colocar sempre o outro primeiro lugar e por segundo...bom, vem o outro também... Eu dificilmente sou uma prioridade.
Mas se é tão errado, por que eu acho tão certo?! Por que me sinto tão bem em ser por inteira em tudo que faço?! Por quê acho graça em seres em que a aparência é tão sem-graça?!
não sei se eu devo mudar tanto assim, ou se esse lugar que precisa se mudar....

segunda-feira, 19 de abril de 2010

"So, put down your hollow tips... And kiss your lovers lips"



Se encolhe, fica aqui comigo.

Não garanto grandes vantagens, não garanto minha lealdade.
Simplesmente, fique.
Não confie em mim, um só segundo.
Sou volúvel, instável e inconsequente.
Pode parecer nesse momento que estou pensando no seu bem, mas não.
Penso em mim.
Egoísmo meu? que seja.
Satisfazasse com o que eu sou hoje, pois amanhã, será tudo novo.
Tenha o prazer de me acompanhar essa noite
Tenha o prazer de talvez me transformar em uma coisa nova que quero ser.

"Pra não dizer que não falei de flores..."



"Os amores na mente

As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão"





Eu inverti. Sim, o avesso é a minha mais nova vestimenta. Interessante não ?!
Mas acredito que antes desse "boom" eu já não estava muito balanceada (uma recauchutada ?) Sair pra chuva, e fazer sol. Ir para praia e fazer chover (tupã !). Fazer calor e me vestir como no pólo sul, comer bolo na hora do almoço e na sobremesa aquele bom arroz com feijão, gostar dos caras errados e persegui-los de forma errada. Querer o mundo para mim, sendo que eu não quero pertencer à ninguém. Ajudar quem não precisava, e julgar quem não tinha escolha.
Ops, algo de novo se passa (?)
Vou chegar em casa e ela em um pandemônio só se encontrará. Do avesso ficará.
Do avesso, vos encontro, aqui agora em um grande e garboso desencontro.
Uma história de querer comer e não sentir fome, uma história de dar todos os cuidados à uma pedra e não à uma flor, uma história de gostar do som do martelo em uma obra e repudiar um acorde mais elaborado. É uma tal de história de gostar e não poder. De querer e nunca fazer. De aprender e jamais lembrar.
Escovar o dente, e jogar a pasta de dente fora. É ter raiva e não morder. Febre e nem arder. É acordar e não se trocar.
Tá tudo do avesso, tudo estranho. É uma nova perspectiva. Sou um novo eu. E haverá outros milhões de avessos, perspectivas e "eus" pro aí.
E haverá outros milhões de encontros e desencontros. Acredite, o avesso é uma dádiva. São novos olhos.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

"I met the mirror, price tag hanging from my ear..."




Eu simpatizo com pessoas que falam sozinhas, são divertidas. Ou talvez o ato de falar sozinho, seja uma das poucas coisas que eu goste em mim. É uma coisa estranha que eu faço, e gosto disso em mim(é, eu gosto do meu umbigo também. Serve ?!).Engraçado foi um dia saindo da faculdade, um breu desgraçado, e eu fui justo pelo caminho mais escuro.. onde não conseguia nem enxergar o chão em que pisava... eu: "Aí, isso dá aflição,
?!"
Pronto, caiu a ficha. "Tamires, ao menos sozinha tente ser normal!". Tarefa inútil. #mimimi
Acho que as coisas me perseguem. Nesse mesmo dia, voltando pra casa no ônibus, é normal ter umas cabeças baixas, tirando uma soneca, ver umas caras cansadas, fadigadas depois de um dia de trabalho. É, é norma ver uma pessoa gesticulando de vez enquando, assim como se estivesse se decidindo (Should I stay or should I go ?!), meio que conversando consigo mesma... é, é normal.
Queria que as pessoas se acostumassem com a diferença, a achasse legal. É uma fuga da monotonia. Mas fugir do padrão ainda assusta. Fugir de um rótulo remete desesperadamente a criação de outro rótulo. "Pronto, queridos, cada um em uma caixinha etiquetada... emos, indies, metaleiros, cults... olha que bonitinhos!". É uma proeza humana querer dar significado através de denominações. Mas nada se resume a como nos chamam, não sou um nome jogado ao vento. Doida, por falar sozinha com o escuro?! é, podes dizer que sim. Portanto que você, que me julga fique afastado de mim... Olha lá, SOU LOUCA, PERIGOSA !

Agora explica pra minha que não vou usar lindos caprichosos cachinhos, muito menos aqueles sapatinhos e ser a princesinha que um dia ela sonhou... aí,aí...

terça-feira, 6 de abril de 2010

Chá da meia - noite.

Estou me sentindo fajuta, completamente e absurdamente fajuda. Uma fajuta intelectual.
Chá a essa hora, minha filha?!
O que que tem? Se fosse uma melancia seria mais normal?!
Não é chá, café, uísque ou
clarice que te faz menos ou mais pseudo-intelectual. Sim, pseudo! Hoje os quem tem gabarito para ser chamado de intelectuais está enfurnados em casa preocupado com seus currículos e títulos. Dificilmente surge uma tese que inove no pensamento social cotidiano, não?!
É, realmente, à cada 40 graduandos que defendem teses por ano nessa faculdade, 10 fazem uma análise crítica sobre o comportamento social e resolvem problemáticas crônicas em beneficio do intelecto!
Até parece !

Até mesmo porque liberdade intelectual é algo que não vive no mundo
acadêmico segundo opinião de alguns professores... #tômesegurandoparanãocitarnomes

Mas o conceito de ser ou não intelectual (eis a questão), está mesmo na sua capacidade de desenvolver teorias e espalha-las ao mundo? Ou não? Nada a ver, porra! Ser intelectual será o simples fato de pensar? Bom, se for,
feita. Vou largar a faculdade, me enfiar na beira de um rio, e vou analisar a cultura de massa pela minha tevê a cabo.
Ah, se fosse só pensar seria mais fácil para me encaixar em um
estereótipo. A intelectual, cult e blá, blá, blá...
Penso um "
tãotão" de coisas.
O que será que o infeliz pensa de mim? Que sou falsa ou maluca de pedra?!; Meu amado Cristo, como meu cabelo
tava o , e aquele brotinho veio me dá oi justo nessa hora, ó, céus!; Como o infeliz do repórter me fala uma barbaridade dessa: "E o Rio (de Janeiro) não encara o rio."? Ri da desgraça alheia é uma coisa, quando o cara se estabeca no chão, vá lá... mas não quando ele tá morrendo afogado; Quantas séries ainda faltam nessa porra?! Cansei de puxar ferro, merda :x
e por aí vai....

Quero dizer que pensar, e só pensar, sem ver nem agir, te faz um cego
bundão. Simples, não?! Crie suas teorias, elas fazem super bem (exemplo: acabei de inventar essa, da teoria e tals. Viu?! basta um estômago roncando e uma mente pulsante, e aí está sua teoria). Mas não fique só nisso, cidadão. Vamos nos mobilizar... nem que seja ceder o lugar para alguém mais velho no ônibus, ou deixar alguém passar na tua frente, se atrasar um pouco pra carregar peso com o amigo... Só pare de pensar um pouco. Se pensar demais a sua vida apenas vai ser assistida, e não vivida. Realmente quero que a viva.
É que eu estou tentando fazer... Quero logo faço. Se pensar, me desfaço.


opa, quero bolinho de chuva?! Agora não, ?! Vou dormir que a vontade passa...
Amanhã começo esse papo de querer e fazer, amanhã...




e pensar que só porque eu queria chá... Pensar...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ô - NI - BUS


Até hoje eu imaginava que os horários quebrados dos ônibus tinham um propósito, que eram cronometrados, para você não correr grandes riscos de perder sua próxima condução. Mas o seu "todo poderoso das empresas de ônibus", não sabe, não quer saber e não faz por onde ter noções de cálculos matemáticos. Você está chegando no terminal, sem maiores transtornos, quando vê passar do teu lado no sinal, o outro.. assim, justamente aquele que só sai de meia em meia hora, resolveu sair antes de você chegar, e resolveu fazer mais uma penca de gente esperar em pé (visto, que colocam um banquinho para cada 100 pessoas que passam no terminal). Você pensa: "Legal, ?! Comecei bem o dia!".
Ai, odeio
ônibus.

Sim, concordo que tu pegas um
ônibus e fica tranquilo, podes tirar uma sonequinha que "seu" motorista se encarrega de leva-lo até sua casa. Você pode ficar tranquilo dependendo do sujeito que tiver do seu lado, se ele for bem "apessoado" você relaxa e confia, se for um "malaquinho", ave cristo, agarra a bolsa, e trata de sair de lá bem rapidinho. Como são as pessoas, hein?! É um tal de "eu sou melhor que você, escória!" que me causa repulsa. Se és assim tão superior paga um táxi, caralho! Mas não vem conversar comigo achando que faço parte do seu balaio, não se identifique comigo, eu não julgo os outros e tenho consciência que são todos trabalhadores, estudantes, drogados, burros, inteligentes, homens, mulheres, pobres e e e.. bom, pobres, mas para além de todos os estereótipos, são humanos. Lamento te informar que faço cara de antipática, justamente para não puxarem conversa comigo no ônibus. Tenho culpa se sou anti-social ?!
Ai, odeio
ônibus, e pessoas que odeiam ônibus.

Sim, concordo que andando de
ônibus você conhece lugares, que de carro dificilmente tu reparas. Vê um pouco acima das outras cabeças, o que nessa ilha torna toda paisagem mais singular. Claro, que você consegue apreciar qualquer coisa maravilhosa que seja, quando não tem meio mundo dentro de um único coletivo. Você se espanta com a burlação da lei da física, em um ônibus no horário de rush, é óbvio que se ocupa um espaço com mais de um corpo, até três às vezes. "Manda mais seu motorista! Eu sem parceiro nessa budega de viagem!". Janela é artigo de luxo nessas situações, nem Paris é tão bonita quando se está dentro de uma condução lotada, cheio de livro na mão, se está em pé.. ah, e claro, tem um tarado na área. Ou umas casqueirinhas assassinando o santo e bom português. Não, não tem como isso deixar qualquer lugar no mundo bonito. Daí você para e pensa: "Legal, ?! Terminou bem o meu dia!"
Ai, odeio
ônibus, pessoas que odeiam ônibus, e essas histórias que só dentro de ônibus podem acontecer.

Ai, como odeio.
haha

p.s:ATENÇÃO: não me pergunte o por quê que resolvi escrever isso, senão, faço um texto especialmente para você.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Como fazer um momento feliz...


Praticamente impossível programar os momentos da sua vida. É ridículo querer evitar ver, ouvir ou até mesmo falar coisas. Nunca se sabe se os momentos agradáveis estão roçando no seu caminho, ou aquela desgraça está para acontecer.
Acredito que ontem foi uma verdadeira conspiração do universo, eu ver aquilo para tomar uma decisão mais do que importante, crucial para minha integridade sentimental. Não
planejei nada, na realidade, sentei naquela calçada para me prender em um lugar bem distante de onde eu sabia que tu estavas. Pensava: "Vou impor minha presença". Aí que boba.
Fico pensando se eu estivesse sozinha, será que sobreviveria? Será que estaria apenas um pouco sufocada como estou agora? Por algum motivo, eu estava lá com pessoas especiais que me fizeram rir ao invés de chorar. Podia ter começado a
chover, nós dançaríamos na chuva e cantaríamos marchinhas de Carnaval, seria mais legal... mas do jeito que foi tá bom.
Agora, meu bem, não terá mais diplomacia. Acho que não conseguirei olhar para você sem me sentir mal, sem me sentir infeliz.
Você é uma doença, que hoje vejo o quanto é prejudicial para mim. Minha cura, nunca foi, e
jamais será você. Desse mal, és o único responsável. Saiba que me faz mal, então afaste-se de mim.
Uma página virada, o fim de um capítulo.







aah
, podia chover, chover, chover.... e lavar minha alma... levar embora essa crosta do meu peito que necrosa meu coração...