segunda-feira, 19 de abril de 2010

"Pra não dizer que não falei de flores..."



"Os amores na mente

As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão"





Eu inverti. Sim, o avesso é a minha mais nova vestimenta. Interessante não ?!
Mas acredito que antes desse "boom" eu já não estava muito balanceada (uma recauchutada ?) Sair pra chuva, e fazer sol. Ir para praia e fazer chover (tupã !). Fazer calor e me vestir como no pólo sul, comer bolo na hora do almoço e na sobremesa aquele bom arroz com feijão, gostar dos caras errados e persegui-los de forma errada. Querer o mundo para mim, sendo que eu não quero pertencer à ninguém. Ajudar quem não precisava, e julgar quem não tinha escolha.
Ops, algo de novo se passa (?)
Vou chegar em casa e ela em um pandemônio só se encontrará. Do avesso ficará.
Do avesso, vos encontro, aqui agora em um grande e garboso desencontro.
Uma história de querer comer e não sentir fome, uma história de dar todos os cuidados à uma pedra e não à uma flor, uma história de gostar do som do martelo em uma obra e repudiar um acorde mais elaborado. É uma tal de história de gostar e não poder. De querer e nunca fazer. De aprender e jamais lembrar.
Escovar o dente, e jogar a pasta de dente fora. É ter raiva e não morder. Febre e nem arder. É acordar e não se trocar.
Tá tudo do avesso, tudo estranho. É uma nova perspectiva. Sou um novo eu. E haverá outros milhões de avessos, perspectivas e "eus" pro aí.
E haverá outros milhões de encontros e desencontros. Acredite, o avesso é uma dádiva. São novos olhos.

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