quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Não ficou em uma infância memorável

"Se essa rua, se essa rua fosse minha..

eu mandava, eu mandava ladrilhaaar...

com pedrinhas de brilhantes,

só pro meu, só pro meu, amor passar.



Nessa rua, nessa rua tem um bosque..

que se chama, que se chama solidão

dentro dele, dentro dele mora um anjo..

que roubou, que roubou meu coração."





Cantarolar.. eis uma atividade para poucos. Quem canta sem compromisso e sem noção é aquele que tem a alma mais livre, é aquele sem compromissos. Aquele que lembra da sua infância, é aquele que foi feliz, e que antes de tudo, tem uma boa memória.

E a memória é fundamental.

Cresci ouvindo meus pais comentarem assuntos diversos em frente a TV no "horário nobre", a partir desses comentários criei a base para minha opinião política, e a formação da minha base ética e moral.

Mas essas lembranças às vezes me atormentam. Como essa cantiga, por exemplo, tenho medo da analogia que ela faz, da interpretação que tenho em cima dela.

Algumas lembranças também me remetem à um comício do atual presidente Lula. Eu com a cara pintada, uma enorme estrela do PT no rosto minúsculo, encantada pelas músicas de "Lula, lá!", pelas faixas e camisetas rubras. Não creio que um dia fiz parte do coro, não creio que o héroi da nação, virou o vilão da classe média. Lamento em dizer, mas nem uma ruela merece ser ladrilhada para alguém que manipula o opinião dos ignorantes, e joga canastra com os poderosos chefões mundiais.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Questão de Cultura.

(...)"Não basta a natureza criar indivíduos altamente inteligentes, isto ela faz com frequência, mas é necessário que coloque ao alcance desses indivíduos o material que o permita exercer a sua criatividade de uma maneira revolucionária." (LARAIA, Roque de Barros. Cultura, Um Conceito Antropológico; Rio de Janeiro. Jorge Zahar. 2000)

Li esta citação no meio dos meus fichamentos e me chamou atenção, fui discutir com colegas o tema, e escutei coisas do tipo: "Ah, os africanos não tem como serem inteligentes, eles são todos burros e sem capacidade, não ?!"; "Se eles fossem tão espertos, não teriam deixado se escravizar e todo dia veríamos uma coisa nova criada por cientistas africanos!".

Peço perdão pelos meus colegas, debater com eles é uma coisa incomoda, mas mostra um apanhado geral da opinião das massas.

Olhe bem para a citação, ela afirma que a natureza cria seres altamente inteligentes em qualquer parte do globo, porém, temos que admitir que na África não há as melhores condições para qualquer ser humano viver, e é quase certo que esse gênio em potencial seria suprimido pelo fome e pela miséria. Lamento informar, mas gênios só viram a surgir em países desenvolvidos. Novas tecnologias só viram a emergir em países que alimentam a educação. Crianças leram Freud aos 7 anos só em Londres e cia.
Lamento, mas é verdade nua e crua. Em África há pessoas muito inteligentes, espertas e super-dotadas, sim. Porém, obra do acaso ou não, elas morrem, estejam vivas ou a 7 palmos de baixo da terra. Não há motivos para afirmações tão etnocêntricas, mas há motivos para lamurias e uma ação !

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

às vezes eu me pergunto, assim como quem não quer nada...



"As perguntas surgem, elas eclodem da minha mente, eu não quero pensar."
Pensar é realmente uma atividade atormentadora. Pensar gera dúvidas.
mas pensando bem,
Eu me pergunto sobre aquilo que faço, sobre aquilo que eu acredito... e isso pode ser um grande erro.
Visto que, o quentinho da comodidade pode ser bem melhor que qualquer outra forma que eu possa assumir (?)
mas voltando a pensar bem,
minhas concepções e ideais podem se manter intactos, mesmo com as informações que eu for adquirindo. Tudo pode permanecer da mesma forma, é só não estourar a bolha.
Mas se eu não mudar, do que vou lembrar? Mas o que são nossas lembranças, senão um emaranhado de fatos que nos perseguem a vida inteira.
Enfim,
nossa memória é fugaz, e leviana. Ela está sempre em constante mudança e comentando infantis enganos. Não devemos confiar na memória.
Não devemos confiar em nossas verdades, elas podem ser fruto dessa memória fajuta. Elas podem ser fruto da nossa outra personalidade, da nossa dualidade.