Hoje tive um sonho no mais, posso dizer excêntrico. São poucos os sonhos que eu lembro. É pouca minha credulidade no seus possíveis significados. Penso mais em deixar registrado, nem que seja em uma página da web, já que a velha grafite dos lápis e o aposentado papel andam em extinção e fora de moda :x
"Um senhor na média de seus quarenta anos com olhar cansado e uma mente assombrada, sabe que a estrutura de sustentação do picadeiro estão comprometidas, ele quis assim, para que no meio do espectáculo tudo se partisse e a vida dele se extinguisse. Ele sabia que que não seria uma mágica ou uma palhaçada, obra de personagens circenses. Seria, dessa vez, o seu próprio show. Ele estava feliz e preocupado. O que viria a seguir?! O que seria dele depois da morte?!.
Abro aqui um espaço para minha análise sobre essa personagem do meu subconsciente/consciente. Tive medo dele, pois nele não havia respeito por sua própria vida ou pela dos outros, era uma noite de movimento no circo. O que impede um homem de matar seu semelhante?! Isso faz dele um monstro ou menos humano ?!
Tudo foi a baixo em uma grande explosão. Em meio aos escombros ele agonizava, um celular toca aquelas músicas tradicionais do nokia Tunes, extremamente irritante. O pai dele, no outro lado da linha, geme à beira da morte e se despedi dizendo: "a única coisa que me sobrou na vida foi você, e é a coisa que eu mais amo. Hoje vou te deixar, meu filho. Não sei que aconteceu...". Sem forças ele apenas chora e nada diz... ele matará seu pai e a si próprio, mesmo que sobreviva ele havia morrido.
As luzes se apagam, o cenário de destruição e a atmosfera de morte evaporaram no ar. Agora tudo tinha cheiro de bolo no forno, cores claras e raios de sol entrando pelo frestas das janelas. Nada de sangue encharcando as roupas, uma felicidade instantânea. Ele olha nas paredes as fotos de sua infância, porém ele não está mais por lá, a figura dele sumiu, como se nunca tivesse existido. Ele reconhece a casa. Era onde ele e a família passavam as férias de verão, porém nunca foi tão estranho e longo o percurso daqueles corredores, as fotografias que ele tinha certeza que havia habitado um dia rondavam-o como fantasmas, a madeira do assoalho rangia sob seus pés. No fim do corredor havia luzes dançando rente ao chão, onde antes era uma saleta particular de seu pai.
Ao abrir a porta nada de diferente, a mesma estante com livros grossos de capa dura, a mesma poltrona confortável e inclinável, o mesmo tapete com cheiro de tabaco, e as mesma fotografias onde ele não existia ladeavam as paredes. A luz vinha da TV em um canto. A programação era a vida dele. Cada instante. Naquele momento passava ele saindo de casa com o pai, como em outro dia qualquer de um passado distante. Ele troca de canal, e só muda o período da vida dele. O momento. Em um, ele tem 15 anos, o rosto coberto por espinhas e completamente sem jeito. No outro canal, está ele com sua primeira namorada, no dia do seu primeiro beijo. Estar ali o perturbava. O fazia pensar o quanto tinha sido estúpido, querendo interromper a sua vida, que tinha sido tão maravilhosa e repleta de bons momentos. Aquilo havia de ser um sonho, ou era o que vinha depois?! O que todos chamavam de "além"?!
A figura de seu pai aparece na porta, o olha com um olhar desconfiado e duvidoso, o rosto mais jovem do que ele lembrava. O indaga: "quem é você ?!"; Espantado com a pergunta e acreditando que talvez o seu próprio pai não o reconheceria, responde: "sou eu, seu filho.". O riso singelo rasga o canto da boca de seu pai rejuvenescido. "não, meu caro, meu filho nunca teria sua idade, ele morreu há muito tempo." ...
Seu pai cai aos seus pés, a mão apertando o peito, a respiração afagando, o olhar se perdendo... Não houve tempo para nada, ele não podia fazer nada. O seu pai morre diante de seus olhas, subitamente. E uma dor sufocante invade seu peito. O fazendo gritar de raiva... "
E em meio a esse grito eu acordo espantada, saio pela porta de meu quarto, e sou mandada a dormir de novo que ainda era muito cedo. Será que Freud explicaria tudo isso em seu livros dos sonhos?!
"Um senhor na média de seus quarenta anos com olhar cansado e uma mente assombrada, sabe que a estrutura de sustentação do picadeiro estão comprometidas, ele quis assim, para que no meio do espectáculo tudo se partisse e a vida dele se extinguisse. Ele sabia que que não seria uma mágica ou uma palhaçada, obra de personagens circenses. Seria, dessa vez, o seu próprio show. Ele estava feliz e preocupado. O que viria a seguir?! O que seria dele depois da morte?!.
Abro aqui um espaço para minha análise sobre essa personagem do meu subconsciente/consciente. Tive medo dele, pois nele não havia respeito por sua própria vida ou pela dos outros, era uma noite de movimento no circo. O que impede um homem de matar seu semelhante?! Isso faz dele um monstro ou menos humano ?!
Tudo foi a baixo em uma grande explosão. Em meio aos escombros ele agonizava, um celular toca aquelas músicas tradicionais do nokia Tunes, extremamente irritante. O pai dele, no outro lado da linha, geme à beira da morte e se despedi dizendo: "a única coisa que me sobrou na vida foi você, e é a coisa que eu mais amo. Hoje vou te deixar, meu filho. Não sei que aconteceu...". Sem forças ele apenas chora e nada diz... ele matará seu pai e a si próprio, mesmo que sobreviva ele havia morrido.
As luzes se apagam, o cenário de destruição e a atmosfera de morte evaporaram no ar. Agora tudo tinha cheiro de bolo no forno, cores claras e raios de sol entrando pelo frestas das janelas. Nada de sangue encharcando as roupas, uma felicidade instantânea. Ele olha nas paredes as fotos de sua infância, porém ele não está mais por lá, a figura dele sumiu, como se nunca tivesse existido. Ele reconhece a casa. Era onde ele e a família passavam as férias de verão, porém nunca foi tão estranho e longo o percurso daqueles corredores, as fotografias que ele tinha certeza que havia habitado um dia rondavam-o como fantasmas, a madeira do assoalho rangia sob seus pés. No fim do corredor havia luzes dançando rente ao chão, onde antes era uma saleta particular de seu pai.
Ao abrir a porta nada de diferente, a mesma estante com livros grossos de capa dura, a mesma poltrona confortável e inclinável, o mesmo tapete com cheiro de tabaco, e as mesma fotografias onde ele não existia ladeavam as paredes. A luz vinha da TV em um canto. A programação era a vida dele. Cada instante. Naquele momento passava ele saindo de casa com o pai, como em outro dia qualquer de um passado distante. Ele troca de canal, e só muda o período da vida dele. O momento. Em um, ele tem 15 anos, o rosto coberto por espinhas e completamente sem jeito. No outro canal, está ele com sua primeira namorada, no dia do seu primeiro beijo. Estar ali o perturbava. O fazia pensar o quanto tinha sido estúpido, querendo interromper a sua vida, que tinha sido tão maravilhosa e repleta de bons momentos. Aquilo havia de ser um sonho, ou era o que vinha depois?! O que todos chamavam de "além"?!
A figura de seu pai aparece na porta, o olha com um olhar desconfiado e duvidoso, o rosto mais jovem do que ele lembrava. O indaga: "quem é você ?!"; Espantado com a pergunta e acreditando que talvez o seu próprio pai não o reconheceria, responde: "sou eu, seu filho.". O riso singelo rasga o canto da boca de seu pai rejuvenescido. "não, meu caro, meu filho nunca teria sua idade, ele morreu há muito tempo." ...
Seu pai cai aos seus pés, a mão apertando o peito, a respiração afagando, o olhar se perdendo... Não houve tempo para nada, ele não podia fazer nada. O seu pai morre diante de seus olhas, subitamente. E uma dor sufocante invade seu peito. O fazendo gritar de raiva... "
E em meio a esse grito eu acordo espantada, saio pela porta de meu quarto, e sou mandada a dormir de novo que ainda era muito cedo. Será que Freud explicaria tudo isso em seu livros dos sonhos?!